Contabilidade para Igrejas: Conformidade 2026 Passo a Passo

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Contabilidade para Igrejas: Conformidade 2026 Passo a Passo

Contabilidade para Igrejas

Contabilidade para Igrejas

Se você administra uma igreja, sabe que a missão é espiritual—mas as obrigações são bem materiais. A Receita Federal não reconhece “acima dele está o Criador” como desculpa para atraso. A verdade é que 81% das igrejas no Brasil não estão preparadas para as mudanças de 2026, quando Receita Federal começará a monitorar dízimos e ofertas via PIX em tempo real. Pior: muitas lideranças religiosas acreditam equivocadamente que “igrejas não pagam impostos logo não precisam de contabilidade”. Errado. 

Contabilidade para Igrejas não é opcional—é essencial para manter a imunidade tributária que você tem direito. Se sua igreja está operando sem conformidade adequada, corre risco real de bloqueio de conta bancária, multas automáticas (começando em R$ 500) e até perda de CNPJ. Especialistas como Canella e Santos entendem essa realidade.

Para manter conformidade contábil de sua igreja, você precisa: (1) compreender diferença entre imunidade e isenção tributária; (2) cumprir obrigações ECF, DIRBI, EFD-Reinf anualmente; (3) manter escrituração contábil regular conforme normas brasileiras; (4) preparar-se para monitoramento PIX 2026. Essas dimensões combinadas protegem imunidade, evitam multas e garantem transparência.

Este guia completo desvenda contabilidade para igrejas—desde conceitos legais até implementação prática. Você entenderá por que contabilidade é obrigatória mesmo com isenção, qual a diferença entre imunidade e isenção tributária, quais são requisitos para manter benefícios, como cumprir obrigações acessórias (ECF, DIRBI, EFD-Reinf), como gerir dízimos e ofertas, o que muda em 2026 e por que especialistas como Canella e Santos são cruciais. Ao final, terá roadmap claro para transformar contabilidade de “obrigação” em “proteção institucional”.

Por Que Contabilidade É Obrigatória para Igrejas

A maioria dos líderes religiosos acredita que “igrejas não pagam impostos, logo não precisam contabilidade”. Essa premissa é perigosamente falsa.

Diferença Entre Imunidade e Isenção

Esse conceito é fundamental e frequentemente confundido.

Imunidade Tributária é proteção constitucional. Articulo 150, VI, c da Constituição Federal garante que organizações religiosas são imunes a tributos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados à atividade religiosa.

Imunidade é praticamente absoluta—mas não é automática. Precisa ser comprovada.

Isenção Tributária é benefício legal. Varia conforme o tributo. Algumas isenções são automáticas (IPTU), outras condicionadas (IRPJ/CSLL dependem de requisitos).

A diferença prática: Imunidade é “proibição constitucional de taxar”. Isenção é “permissão legal de não taxar se cumpridos requisitos”.

Para manter ambas, contabilidade é mandatória. Você precisa DEMONSTRAR que merece o benefício.

Conformidade Obrigatória: ECF, DIRBI, EFD-Reinf

Desde 2015, todas entidades do terceiro setor (igrejas incluídas) devem apresentar ECF (Escrituração Contábil Fiscal) anualmente.

Em 2026, isso evolui. Receita Federal implementará:

  • DIRBI: Declaração de Informações da Receita Bruta
  • EFD-Reinf: Informações de retenções de tributos
  • Cruzamento de dados bancários em tempo real
  • Monitoramento automático de PIX

Não conformidade = multas automáticas (mínimo R$ 500 por atraso) e bloqueio potencial de conta bancária.

Imunidade vs Isenção Tributária: O Que Sua Igreja Realmente Tem

Entender essa diferença protege sua instituição.

O Que Está Isento

IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica): Isento quando não há distribuição de lucros e integral aplicação em atividade religiosa.

CSLL (Contribuição Social Lucro Líquido): Isento para organizações religiosas regularizadas.

PIS/COFINS: Isenção em determinadas atividades (livraria, gráfica conectadas à missão).

ISS (Imposto Sobre Serviços): Pode ser isento em serviços ligados à missão.

IPTU, IPVA: Imunidade sobre imóvel/veículo vinculado atividade religiosa.

O Que NÃO Está Isento

Taxa de coleta de lixo: Deve ser paga.
Contribuição previdenciária (INSS): Sobre funcionários registrados.
Pró-labore pastores: Tributos devidos sobre remuneração.
Taxa de fiscalização sanitária: Conforme regulação municipal.

Na prática: Igreja com pastores assalariados E funcionários contribui INSS regularmente. É tributo, não imposto—diferença crucial.

Requisitos para Manter Benefícios

Receber isenção não é automático. Precisa de:

☑ CNPJ Regularizado com natureza jurídica 399-9 (Organização Religiosa)
☑ Estatuto Social claro, registrado em cartório, com finalidade explicitamente religiosa
☑ Contabilidade Regular conforme normas brasileiras de contabilidade
☑ ECF Anualmente apresentada à Receita Federal
☑ Não distribuição de lucros
☑ Aplicação integral de recursos na atividade-fim

Se qualquer requisito falha, risco de perder isenção.

RequisitoObrigatórioConsequência de Não Atender
CNPJ 399-9Sem direito a isenção, sem funcionamento legal
Estatuto RegistradoInvalida contrato social, não reconhecida como religiosa
Contabilidade RegularAutuação RFB, multas, bloqueio CNPJ
ECF AnualMultas automáticas (R$ 500+), CNPJ em risco
Não Distribuição LucrosPerda de IRPJ/CSLL isenção
Aplicação em Atividade-FimDesvio de finalidade, sanções severas

Obrigações Contábeis Específicas de Igrejas

Contabilidade eclesiástica tem particularidades que precisam ser respeitadas.

Escrituração Contábil Mensal

Sua igreja precisa manter livro contábil mensal com assinatura de contador autorizado.

O livro deve registrar:

  • Recebimentos (dízimos, ofertas, doações)
  • Pagamentos (folha, aluguel, mantença)
  • Movimentações bancárias
  • Contratos de trabalho
  • Notas fiscais (se comprar produtos/serviços)

Na prática: Igreja com PIX recebendo R$ 50k/mês em dízimos, transferência bancária R$ 30k em aluguel, folha R$ 40k—tudo deve ser lançado, mensal, com comprovantes.

Quando chega a Receita Federal auditar (cada vez mais comum em 2026), quer ver cada real documentado.

Demonstrações Obrigatórias

Além do livro mensal, sua igreja precisa de:

Balanço Patrimonial: O que a igreja possui (ativo), o que deve (passivo), patrimônio líquido.

DRE (Demonstração Resultado): Receitas (dízimos, ofertas) menos despesas = superávit ou déficit.

Controle de Doações: Cada doação, de quem, quanto, para quê.

Folha de Pagamento: Se tem funcionários ou pastores assalariados, detalhada e legal.

Essas demonstrações são entregues anualmente na declaração de conformidade.

Folha de Pagamento Regularizada

Se sua igreja tem pastores, padres, padres, assistentes assalariados, folha de pagamento é obrigatória.

Inclui:

  • Salário/pró-labore: Remuneração base
  • INSS: Contribuição previdenciária (~11% de encargo patronal)
  • IRRF: Retenção de imposto renda (se renda alta)
  • Vale refeição, vale transporte: Se fornecidos
  • Décimo terceiro: Se for permanente
  • Férias: Se aplicável

Erro comum: Igreja pagar pastor R$ 5k/mês “sem recibo, sem registro”—é ilegal. Quando Receita cruza dados (e faz), descobre. Multa pesada + responsabilidade pessoal do líder.

Gestão de Dízimos e Ofertas: Contabilidade Correta

Dízimos e ofertas são coração financeiro de igrejas. Precisam ser contabilizados corretamente.

Registro de Dízimos

Dízimo é décimo (10%) da renda que fiéis dedicam. Biblicamente significativo, contabilmente é receita da igreja.

Deve ser registrado como:

  • Receita: Classificada como “dízimo recebido”
  • Documentação: Idealmente, recibo ao doador
  • Frequência: Mensal, no máximo
  • Destino: Integral para fins religiosos/sociais

Quando registrado via PIX (cada vez mais comum), Receita Federal vê automaticamente quando cruza dados bancários em 2026.

Risco específico: Usar CNPJ da igreja para transferências pessoais de líderes = confusão patrimonial. Receita identifica, pode resultar em autuação de simulação.

Ofertas e Contribuições Especiais

Ofertas livres são diferentes de dízimo. Pessoa oferenda voluntariamente valor adicional.

Contabilmente devem ser separadas:

  • Ofertas para projetos específicos (templo novo, reforma)
  • Ofertas para caridade/social
  • Ofertas para manutenção geral
  • Contribuições especiais

Demonstração em relatório: Apresentado ao conselho/liderança prova que ofertas foram destinadas para fim que foi arrecadado.

Transparência com Liderança

A melhor prática é transparência total com liderança: relatório mensal de receitas e despesas.

Muitas igrejas que Canella & Santos atende implementam:

  • Relatório visual mensal (gráficos, valores)
  • Divulgação periódica na assembléia
  • Auditoria interna trimestral

Transparência = confiança. E proteção: quando todos veem números, ninguém questiona.

Conformidade Digital: 2026 e Além

2026 marca virada radical na fiscalização de igrejas. Prepare-se agora.

Monitoramento PIX em Tempo Real

Receita Federal implementará cruzamento automático de dados PIX das igrejas.

Significa: Quando alguém faz PIX R$ 100 ao templo, Receita vê em tempo real (ou próximo).

Impacto prático:

  • Não pode mais “esconder” movimentação
  • Precisa de escrituração correspondente
  • Nomes de doadores podem ser cruzados com imposto de renda deles
  • Inconsistências geram questionamentos

DIRBI e EFD-Reinf: Obrigações Novas

DIRBI: Informações de receita bruta mensalmente.
EFD-Reinf: Retenções de tributos (INSS, IRRF de pagamentos feitos).

Prazos: até dia 15 do mês seguinte.

Atrasos = multas automáticas MAED (Multa por Atraso na Entrega), mínimo R$ 500.

Bloqueio de Conta Bancária

Se não conformidade comprovada, Receita Federal pode bloquear conta bancária da igreja imediatamente.

Consequências:

  • Não consegue pagar aluguel do templo
  • Não consegue pagar funcionários
  • Não consegue fazer transferências
  • Operações práticas são paralisadas

Desbloqueio exige: regularização completa + apresentação de documentação.

Desvio de Finalidade: O Maior Risco Fiscal

Existe risco específico que igrejas enfrentam: desvio de finalidade.

O Que é Desvio de Finalidade

Abrir “igreja” apenas para obter vantagens tributárias (IPTU isenção, IPVA isento, impostos) = simulação com fins escusos, crime de acordo com Código Civil.

Inclui:

  • Usar CNPJ religioso para comprar imóvel/veículo sem ligação com atividade
  • Concentrar recursos em benefício de líderes vs manutenção atividade
  • Não cumprir obrigações acessórias/contábeis
  • Usar conta da igreja para movimentações pessoais

Como Receita Identifica

Cruzamento de dados (cada vez mais sofisticado em 2026):

  • Movimentações bancárias: Faz compras incompatíveis com religião
  • Imóvel/veículos: Registro diverge de finalidade
  • Contratos: Serviços adquiridos incompatíveis com atividade
  • Folha pagamento: Salários infundados ou excessivos

Consequências

Severíssimas:

  • CNPJ suspenso: Não funciona legalmente
  • Exclusão do CEBAS: Se tiver (cadastro filantrópico)
  • Multas administrativas: Percentual de recursos desviados
  • Responsabilidade pessoal dos líderes (pastores, presidentes)
  • Investigação criminal: Em casos graves

Como Escolher Consultoria Especializada em Igrejas

Contabilidade de igrejas é especialidade. Nem todo contador entende.

Critérios de Escolha

Procure por:

☑ Experiência específica com igrejas/organizações religiosas
☑ Conhecimento profundo de imunidade/isenção tributária
☑ Referências de outras igrejas (peça contatos)
☑ Capacidade de entregar TODAS obrigações (ECF, DIRBI, EFD-Reinf, folha)
☑ Conhecimento de requisitos RFB para manter isenção
☑ Preparação para conformidade 2026

Evite:

❌ Contadores genéricos sem experiência religiosa
❌ Promessas de “isenção total” (nem sempre possível)
❌ Cobrança excessiva por obrigação isolada
❌ Falta de transparência em comunicação

Canella & Santos: Especialidade Consolidada

Fundada em julho de 1991 por Levi Carvalho Canella, Canella e Santos é referência em contabilidade para igrejas.

Diferencial:

  • Mais de 30 anos experiência contábil
  • Especialização explícita em igrejas
  • Serviços completos: folha pagamento, ECF, abertura, direito eclesiástico
  • Equipe dedicada a igrejas/religião
  • Localização Volta Redonda-RJ com base sólida

Como trabalham com igrejas:

  • Auditoria contábil inicial
  • Estruturação de conformidade
  • Entrega mensal de demonstrativos
  • Suporte na preparação ECF anual
  • Consultoria sobre requisitos 2026

Custo típico: R$ 800-2.000/mês conforme tamanho da instituição.

Implementando Contabilidade em Sua Igreja: Roadmap Prático

Se sua igreja ainda não tem contabilidade estruturada, aqui está o caminho.

Fase 1: Auditoria Inicial (Semanas 1-2)

Levantamento:

  • Qual é status atual (tem CNPJ? Tem estatuto?)?
  • Quais movimentações/contas bancárias existem?
  • Quanto movimenta por mês?
  • Tem folha de pagamento?
  • Qual o regime tributário hoje?

Objetivo: Entender ponto de partida.

Fase 2: Estruturação (Semanas 3-6)

Ações:

  • Regularizar CNPJ (se necessário) com natureza 399-9
  • Registrar/atualizar estatuto em cartório
  • Abrir conta bancária específica (se não tiver)
  • Implementar controle de caixa/movimentações
  • Treinar secretário/tesoureiro em lançamentos básicos

Documentos gerados: Contratos de trabalho (se houver), políticas internas

Fase 3: Conformidade Continuada (Mensal)

Atividades permanentes:

  • Lançamentos contábeis mensais
  • Folha de pagamento (se aplicável)
  • Conciliação bancária
  • Relatórios internos para liderança
  • Preparação para declarações fiscais

Custo de implementação: R$ 3-5k (consultoria inicial) + R$ 1-2k/mês (contabilidade operacional)

Fase 4: Preparação 2026 (Começar em Q1 2026)

  • Simulações de impacto DIRBI/EFD-Reinf
  • Treinamento em novo sistema
  • Antecipação de prazos e multas
  • Revisão de controles internos

Perguntas Frequentes sobre Contabilidade para Igrejas

Como funciona a isenção tributária para igrejas?

Igrejas constituídas corretamente (CNPJ 399-9, estatuto adequado) e que cumprem requisitos fiscais (contabilidade regular, ECF anual) são imunes de impostos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados à atividade religiosa. Imunidade é constitucional, mas exige comprovação por contabilidade. Sem contabilidade, corre risco de perder benefício.

É obrigatório ter folha de pagamento na igreja?

Sim, se houver funcionários ou pastores registrados. Mesmo sendo religião, precisa cumprir CLT. Folha deve incluir salário, INSS (encargo patronal ~11%), IRRF (se aplicável), 13º, férias. Contabilidade não registrada = ilegalidade + riscos pessoais aos líderes.

O que é ECF e quando entregar?

ECF (Escrituração Contábil Fiscal) é declaração anual obrigatória para igrejas desde 2015. Demonstra conformidade contábil, que requisitos foram atendidos. Entrega até 15 do mês de abril do ano seguinte (exemplo: 2025 ECF entrega até 15/4/2026). Atraso gera multas automáticas.

Como a Receita Federal monitorará dízimos e ofertas em 2026?

Receita Federal cruzará dados bancários das igrejas com DIRBI (declaração receita bruta). Quando PIX é recebido, Receita vê. Quando cheque é depositado, Receita vê. Objetivo é garantir transparência e que ofertas sejam usadas apenas em fins religiosos. Não é “ataque à fé”, mas proteção institucional.

Quanto custa estruturar contabilidade de uma igreja?

Varia conforme tamanho. Igreja pequena (até R$ 20k/mês): R$ 800-1.200/mês. Média (R$ 20-100k): R$ 1.500-2.500/mês. Grande (R$ 100k+): R$ 3-5k/mês. Consultoria inicial (Canella & Santos oferece): frequentemente gratuita. Retorno: proteção de isenção tributária, transparência, segurança jurídica.

Conclusão: Contabilidade Como Proteção Institucional

Resumo dos 4 pilares:

  1. Conformidade: Contabilidade obrigatória para manter imunidade tributária
  2. Proteção: Evita multas, bloqueios de conta, perda de CNPJ
  3. Transparência: Comunica claramente à liderança e à Receita Federal
  4. Preparação 2026: Antecipa monitoramento digital, evita surpresas

A realidade é clara: igrejas que investem em contabilidade estruturada ganham segurança jurídica, conformidade garantida e transparência institucional. Não é gasto—é investimento que se paga em proteção.

Especialistas como Canella e Santos existem justamente para transformar contabilidade de “obrigação” em “vantagem competitiva” para sua instituição religiosa. Sua missão é espiritual, mas sua administração precisa ser profissional.

Próximo passo: Se sua igreja ainda não tem contabilidade estruturada, procure especialista (Canella & Santos oferece auditoria inicial). Descoberta de conformidades e riscos valida rapidamente o investimento.