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janeiro 12, 2026Contabilidade para Igrejas: Conformidade 2026 Passo a Passo
Contabilidade para Igrejas
Se você administra uma igreja, sabe que a missão é espiritual—mas as obrigações são bem materiais. A Receita Federal não reconhece “acima dele está o Criador” como desculpa para atraso. A verdade é que 81% das igrejas no Brasil não estão preparadas para as mudanças de 2026, quando Receita Federal começará a monitorar dízimos e ofertas via PIX em tempo real. Pior: muitas lideranças religiosas acreditam equivocadamente que “igrejas não pagam impostos logo não precisam de contabilidade”. Errado.
Contabilidade para Igrejas não é opcional—é essencial para manter a imunidade tributária que você tem direito. Se sua igreja está operando sem conformidade adequada, corre risco real de bloqueio de conta bancária, multas automáticas (começando em R$ 500) e até perda de CNPJ. Especialistas como Canella e Santos entendem essa realidade.
Para manter conformidade contábil de sua igreja, você precisa: (1) compreender diferença entre imunidade e isenção tributária; (2) cumprir obrigações ECF, DIRBI, EFD-Reinf anualmente; (3) manter escrituração contábil regular conforme normas brasileiras; (4) preparar-se para monitoramento PIX 2026. Essas dimensões combinadas protegem imunidade, evitam multas e garantem transparência.
Este guia completo desvenda contabilidade para igrejas—desde conceitos legais até implementação prática. Você entenderá por que contabilidade é obrigatória mesmo com isenção, qual a diferença entre imunidade e isenção tributária, quais são requisitos para manter benefícios, como cumprir obrigações acessórias (ECF, DIRBI, EFD-Reinf), como gerir dízimos e ofertas, o que muda em 2026 e por que especialistas como Canella e Santos são cruciais. Ao final, terá roadmap claro para transformar contabilidade de “obrigação” em “proteção institucional”.
Por Que Contabilidade É Obrigatória para Igrejas
A maioria dos líderes religiosos acredita que “igrejas não pagam impostos, logo não precisam contabilidade”. Essa premissa é perigosamente falsa.
Diferença Entre Imunidade e Isenção
Esse conceito é fundamental e frequentemente confundido.
Imunidade Tributária é proteção constitucional. Articulo 150, VI, c da Constituição Federal garante que organizações religiosas são imunes a tributos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados à atividade religiosa.
Imunidade é praticamente absoluta—mas não é automática. Precisa ser comprovada.
Isenção Tributária é benefício legal. Varia conforme o tributo. Algumas isenções são automáticas (IPTU), outras condicionadas (IRPJ/CSLL dependem de requisitos).
A diferença prática: Imunidade é “proibição constitucional de taxar”. Isenção é “permissão legal de não taxar se cumpridos requisitos”.
Para manter ambas, contabilidade é mandatória. Você precisa DEMONSTRAR que merece o benefício.
Conformidade Obrigatória: ECF, DIRBI, EFD-Reinf
Desde 2015, todas entidades do terceiro setor (igrejas incluídas) devem apresentar ECF (Escrituração Contábil Fiscal) anualmente.
Em 2026, isso evolui. Receita Federal implementará:
- DIRBI: Declaração de Informações da Receita Bruta
- EFD-Reinf: Informações de retenções de tributos
- Cruzamento de dados bancários em tempo real
- Monitoramento automático de PIX
Não conformidade = multas automáticas (mínimo R$ 500 por atraso) e bloqueio potencial de conta bancária.
Imunidade vs Isenção Tributária: O Que Sua Igreja Realmente Tem
Entender essa diferença protege sua instituição.
O Que Está Isento
IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica): Isento quando não há distribuição de lucros e integral aplicação em atividade religiosa.
CSLL (Contribuição Social Lucro Líquido): Isento para organizações religiosas regularizadas.
PIS/COFINS: Isenção em determinadas atividades (livraria, gráfica conectadas à missão).
ISS (Imposto Sobre Serviços): Pode ser isento em serviços ligados à missão.
IPTU, IPVA: Imunidade sobre imóvel/veículo vinculado atividade religiosa.
O Que NÃO Está Isento
Taxa de coleta de lixo: Deve ser paga.
Contribuição previdenciária (INSS): Sobre funcionários registrados.
Pró-labore pastores: Tributos devidos sobre remuneração.
Taxa de fiscalização sanitária: Conforme regulação municipal.
Na prática: Igreja com pastores assalariados E funcionários contribui INSS regularmente. É tributo, não imposto—diferença crucial.
Requisitos para Manter Benefícios
Receber isenção não é automático. Precisa de:
☑ CNPJ Regularizado com natureza jurídica 399-9 (Organização Religiosa)
☑ Estatuto Social claro, registrado em cartório, com finalidade explicitamente religiosa
☑ Contabilidade Regular conforme normas brasileiras de contabilidade
☑ ECF Anualmente apresentada à Receita Federal
☑ Não distribuição de lucros
☑ Aplicação integral de recursos na atividade-fim
Se qualquer requisito falha, risco de perder isenção.
| Requisito | Obrigatório | Consequência de Não Atender |
|---|---|---|
| CNPJ 399-9 | ✓ | Sem direito a isenção, sem funcionamento legal |
| Estatuto Registrado | ✓ | Invalida contrato social, não reconhecida como religiosa |
| Contabilidade Regular | ✓ | Autuação RFB, multas, bloqueio CNPJ |
| ECF Anual | ✓ | Multas automáticas (R$ 500+), CNPJ em risco |
| Não Distribuição Lucros | ✓ | Perda de IRPJ/CSLL isenção |
| Aplicação em Atividade-Fim | ✓ | Desvio de finalidade, sanções severas |
Obrigações Contábeis Específicas de Igrejas
Contabilidade eclesiástica tem particularidades que precisam ser respeitadas.
Escrituração Contábil Mensal
Sua igreja precisa manter livro contábil mensal com assinatura de contador autorizado.
O livro deve registrar:
- Recebimentos (dízimos, ofertas, doações)
- Pagamentos (folha, aluguel, mantença)
- Movimentações bancárias
- Contratos de trabalho
- Notas fiscais (se comprar produtos/serviços)
Na prática: Igreja com PIX recebendo R$ 50k/mês em dízimos, transferência bancária R$ 30k em aluguel, folha R$ 40k—tudo deve ser lançado, mensal, com comprovantes.
Quando chega a Receita Federal auditar (cada vez mais comum em 2026), quer ver cada real documentado.
Demonstrações Obrigatórias
Além do livro mensal, sua igreja precisa de:
Balanço Patrimonial: O que a igreja possui (ativo), o que deve (passivo), patrimônio líquido.
DRE (Demonstração Resultado): Receitas (dízimos, ofertas) menos despesas = superávit ou déficit.
Controle de Doações: Cada doação, de quem, quanto, para quê.
Folha de Pagamento: Se tem funcionários ou pastores assalariados, detalhada e legal.
Essas demonstrações são entregues anualmente na declaração de conformidade.
Folha de Pagamento Regularizada
Se sua igreja tem pastores, padres, padres, assistentes assalariados, folha de pagamento é obrigatória.
Inclui:
- Salário/pró-labore: Remuneração base
- INSS: Contribuição previdenciária (~11% de encargo patronal)
- IRRF: Retenção de imposto renda (se renda alta)
- Vale refeição, vale transporte: Se fornecidos
- Décimo terceiro: Se for permanente
- Férias: Se aplicável
Erro comum: Igreja pagar pastor R$ 5k/mês “sem recibo, sem registro”—é ilegal. Quando Receita cruza dados (e faz), descobre. Multa pesada + responsabilidade pessoal do líder.
Gestão de Dízimos e Ofertas: Contabilidade Correta
Dízimos e ofertas são coração financeiro de igrejas. Precisam ser contabilizados corretamente.
Registro de Dízimos
Dízimo é décimo (10%) da renda que fiéis dedicam. Biblicamente significativo, contabilmente é receita da igreja.
Deve ser registrado como:
- Receita: Classificada como “dízimo recebido”
- Documentação: Idealmente, recibo ao doador
- Frequência: Mensal, no máximo
- Destino: Integral para fins religiosos/sociais
Quando registrado via PIX (cada vez mais comum), Receita Federal vê automaticamente quando cruza dados bancários em 2026.
Risco específico: Usar CNPJ da igreja para transferências pessoais de líderes = confusão patrimonial. Receita identifica, pode resultar em autuação de simulação.
Ofertas e Contribuições Especiais
Ofertas livres são diferentes de dízimo. Pessoa oferenda voluntariamente valor adicional.
Contabilmente devem ser separadas:
- Ofertas para projetos específicos (templo novo, reforma)
- Ofertas para caridade/social
- Ofertas para manutenção geral
- Contribuições especiais
Demonstração em relatório: Apresentado ao conselho/liderança prova que ofertas foram destinadas para fim que foi arrecadado.
Transparência com Liderança
A melhor prática é transparência total com liderança: relatório mensal de receitas e despesas.
Muitas igrejas que Canella & Santos atende implementam:
- Relatório visual mensal (gráficos, valores)
- Divulgação periódica na assembléia
- Auditoria interna trimestral
Transparência = confiança. E proteção: quando todos veem números, ninguém questiona.
Conformidade Digital: 2026 e Além
2026 marca virada radical na fiscalização de igrejas. Prepare-se agora.
Monitoramento PIX em Tempo Real
Receita Federal implementará cruzamento automático de dados PIX das igrejas.
Significa: Quando alguém faz PIX R$ 100 ao templo, Receita vê em tempo real (ou próximo).
Impacto prático:
- Não pode mais “esconder” movimentação
- Precisa de escrituração correspondente
- Nomes de doadores podem ser cruzados com imposto de renda deles
- Inconsistências geram questionamentos
DIRBI e EFD-Reinf: Obrigações Novas
DIRBI: Informações de receita bruta mensalmente.
EFD-Reinf: Retenções de tributos (INSS, IRRF de pagamentos feitos).
Prazos: até dia 15 do mês seguinte.
Atrasos = multas automáticas MAED (Multa por Atraso na Entrega), mínimo R$ 500.
Bloqueio de Conta Bancária
Se não conformidade comprovada, Receita Federal pode bloquear conta bancária da igreja imediatamente.
Consequências:
- Não consegue pagar aluguel do templo
- Não consegue pagar funcionários
- Não consegue fazer transferências
- Operações práticas são paralisadas
Desbloqueio exige: regularização completa + apresentação de documentação.
Desvio de Finalidade: O Maior Risco Fiscal
Existe risco específico que igrejas enfrentam: desvio de finalidade.
O Que é Desvio de Finalidade
Abrir “igreja” apenas para obter vantagens tributárias (IPTU isenção, IPVA isento, impostos) = simulação com fins escusos, crime de acordo com Código Civil.
Inclui:
- Usar CNPJ religioso para comprar imóvel/veículo sem ligação com atividade
- Concentrar recursos em benefício de líderes vs manutenção atividade
- Não cumprir obrigações acessórias/contábeis
- Usar conta da igreja para movimentações pessoais
Como Receita Identifica
Cruzamento de dados (cada vez mais sofisticado em 2026):
- Movimentações bancárias: Faz compras incompatíveis com religião
- Imóvel/veículos: Registro diverge de finalidade
- Contratos: Serviços adquiridos incompatíveis com atividade
- Folha pagamento: Salários infundados ou excessivos
Consequências
Severíssimas:
- CNPJ suspenso: Não funciona legalmente
- Exclusão do CEBAS: Se tiver (cadastro filantrópico)
- Multas administrativas: Percentual de recursos desviados
- Responsabilidade pessoal dos líderes (pastores, presidentes)
- Investigação criminal: Em casos graves
Como Escolher Consultoria Especializada em Igrejas
Contabilidade de igrejas é especialidade. Nem todo contador entende.
Critérios de Escolha
Procure por:
☑ Experiência específica com igrejas/organizações religiosas
☑ Conhecimento profundo de imunidade/isenção tributária
☑ Referências de outras igrejas (peça contatos)
☑ Capacidade de entregar TODAS obrigações (ECF, DIRBI, EFD-Reinf, folha)
☑ Conhecimento de requisitos RFB para manter isenção
☑ Preparação para conformidade 2026
Evite:
❌ Contadores genéricos sem experiência religiosa
❌ Promessas de “isenção total” (nem sempre possível)
❌ Cobrança excessiva por obrigação isolada
❌ Falta de transparência em comunicação
Canella & Santos: Especialidade Consolidada
Fundada em julho de 1991 por Levi Carvalho Canella, Canella e Santos é referência em contabilidade para igrejas.
Diferencial:
- Mais de 30 anos experiência contábil
- Especialização explícita em igrejas
- Serviços completos: folha pagamento, ECF, abertura, direito eclesiástico
- Equipe dedicada a igrejas/religião
- Localização Volta Redonda-RJ com base sólida
Como trabalham com igrejas:
- Auditoria contábil inicial
- Estruturação de conformidade
- Entrega mensal de demonstrativos
- Suporte na preparação ECF anual
- Consultoria sobre requisitos 2026
Custo típico: R$ 800-2.000/mês conforme tamanho da instituição.
Implementando Contabilidade em Sua Igreja: Roadmap Prático
Se sua igreja ainda não tem contabilidade estruturada, aqui está o caminho.
Fase 1: Auditoria Inicial (Semanas 1-2)
Levantamento:
- Qual é status atual (tem CNPJ? Tem estatuto?)?
- Quais movimentações/contas bancárias existem?
- Quanto movimenta por mês?
- Tem folha de pagamento?
- Qual o regime tributário hoje?
Objetivo: Entender ponto de partida.
Fase 2: Estruturação (Semanas 3-6)
Ações:
- Regularizar CNPJ (se necessário) com natureza 399-9
- Registrar/atualizar estatuto em cartório
- Abrir conta bancária específica (se não tiver)
- Implementar controle de caixa/movimentações
- Treinar secretário/tesoureiro em lançamentos básicos
Documentos gerados: Contratos de trabalho (se houver), políticas internas
Fase 3: Conformidade Continuada (Mensal)
Atividades permanentes:
- Lançamentos contábeis mensais
- Folha de pagamento (se aplicável)
- Conciliação bancária
- Relatórios internos para liderança
- Preparação para declarações fiscais
Custo de implementação: R$ 3-5k (consultoria inicial) + R$ 1-2k/mês (contabilidade operacional)
Fase 4: Preparação 2026 (Começar em Q1 2026)
- Simulações de impacto DIRBI/EFD-Reinf
- Treinamento em novo sistema
- Antecipação de prazos e multas
- Revisão de controles internos
Perguntas Frequentes sobre Contabilidade para Igrejas
Como funciona a isenção tributária para igrejas?
Igrejas constituídas corretamente (CNPJ 399-9, estatuto adequado) e que cumprem requisitos fiscais (contabilidade regular, ECF anual) são imunes de impostos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados à atividade religiosa. Imunidade é constitucional, mas exige comprovação por contabilidade. Sem contabilidade, corre risco de perder benefício.
É obrigatório ter folha de pagamento na igreja?
Sim, se houver funcionários ou pastores registrados. Mesmo sendo religião, precisa cumprir CLT. Folha deve incluir salário, INSS (encargo patronal ~11%), IRRF (se aplicável), 13º, férias. Contabilidade não registrada = ilegalidade + riscos pessoais aos líderes.
O que é ECF e quando entregar?
ECF (Escrituração Contábil Fiscal) é declaração anual obrigatória para igrejas desde 2015. Demonstra conformidade contábil, que requisitos foram atendidos. Entrega até 15 do mês de abril do ano seguinte (exemplo: 2025 ECF entrega até 15/4/2026). Atraso gera multas automáticas.
Como a Receita Federal monitorará dízimos e ofertas em 2026?
Receita Federal cruzará dados bancários das igrejas com DIRBI (declaração receita bruta). Quando PIX é recebido, Receita vê. Quando cheque é depositado, Receita vê. Objetivo é garantir transparência e que ofertas sejam usadas apenas em fins religiosos. Não é “ataque à fé”, mas proteção institucional.
Quanto custa estruturar contabilidade de uma igreja?
Varia conforme tamanho. Igreja pequena (até R$ 20k/mês): R$ 800-1.200/mês. Média (R$ 20-100k): R$ 1.500-2.500/mês. Grande (R$ 100k+): R$ 3-5k/mês. Consultoria inicial (Canella & Santos oferece): frequentemente gratuita. Retorno: proteção de isenção tributária, transparência, segurança jurídica.
Conclusão: Contabilidade Como Proteção Institucional
Resumo dos 4 pilares:
- Conformidade: Contabilidade obrigatória para manter imunidade tributária
- Proteção: Evita multas, bloqueios de conta, perda de CNPJ
- Transparência: Comunica claramente à liderança e à Receita Federal
- Preparação 2026: Antecipa monitoramento digital, evita surpresas
A realidade é clara: igrejas que investem em contabilidade estruturada ganham segurança jurídica, conformidade garantida e transparência institucional. Não é gasto—é investimento que se paga em proteção.
Especialistas como Canella e Santos existem justamente para transformar contabilidade de “obrigação” em “vantagem competitiva” para sua instituição religiosa. Sua missão é espiritual, mas sua administração precisa ser profissional.
Próximo passo: Se sua igreja ainda não tem contabilidade estruturada, procure especialista (Canella & Santos oferece auditoria inicial). Descoberta de conformidades e riscos valida rapidamente o investimento.







